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Prevenção e Gerenciamento de Comportamentos de Risco

Curso teórico e prático para quem cuida, ensina ou acompanha pessoas autistas e pessoas com outros transtornos do neurodesenvolvimento que podem apresentar comportamentos de risco.

CiênciaAssentimentoÉtica
Contexto de aplicação

Cuidado de pessoas autistas ou outros transtornos do neurodesenvolvimento.

O PGCR foi criado a partir da experiência com essa população. O curso aborda respostas que envolvem agressão, autolesão, destruição, evasão e outras situações que podem causar danos à própria pessoa, a outras pessoas ou ao ambiente. Seus princípios também podem contribuir com outras populações quando são respeitadas as necessidades individuais e os limites de competência.

01

Antes

Organizar o ambiente, identificar riscos e ensinar habilidades que ajudam a prevenir crises.

02

Durante

Reconhecer a escalada e seguir respostas planejadas de acordo com o nível de risco.

03

Depois

Apoiar a recuperação, registrar o episódio e revisar o que precisa ser ajustado.

O participante aprende a compreender o comportamento, prevenir situações evitáveis, reconhecer a escalada, usar protocolos e responder de forma individualizada e proporcional ao risco.

O que significa comportamento de risco?

O foco não é o rótulo. É o risco.

No PGCR, comportamento de risco é uma ação que, pela intensidade, frequência ou contexto, aumenta a possibilidade de dano à própria pessoa, a outras pessoas ou ao ambiente e pode limitar segurança, participação e qualidade de vida.

Não usamos palavras como “agressivo” ou “problemático” para definir um comportamento e muito menos uma pessoa. Esses rótulos podem aumentar o estigma, esconder o contexto e transformar uma situação em uma característica individual. Por isso, descrevemos o que acontece e avaliamos o risco concreto antes de decidir como agir.

01

O que acontece?

Descrever a resposta de forma observável, sem adjetivos e sem presumir intenção.

02

Qual é o risco?

Considerar gravidade, probabilidade, urgência, exposição, ambiente e recursos disponíveis.

03

O que precisa mudar?

Analisar função, comunicação, necessidades, assentimento e possibilidades de prevenção.

A mesma resposta pode representar riscos diferentes em contextos diferentes. O nome do comportamento não determina a conduta. A avaliação individualizada da pessoa, do ambiente e do risco orienta a decisão.

01
Por que o PGCR existe?

Segurança não deve depender de improviso.

Comportamentos de risco podem limitar segurança, aprendizagem, participação e acesso a serviços.

O PGCR prepara profissionais, familiares e cuidadores para observar melhor, reconhecer riscos com antecedência e construir respostas individualizadas, preservando autonomia, dignidade e qualidade de vida.

Três partes do curso

Compreender, prevenir e proteger.

01

Compreender

Olhar além da aparência do comportamento e considerar contexto, função, comunicação e necessidades.

03

Proteger

Tomar decisões proporcionais, planejadas e minimamente restritivas quando existe risco relevante.

Prevenção

Prevenir vem antes de manejar.

Grande parte do trabalho acontece muito antes de uma crise.

Ambiente

Organização, segurança física e processos institucionais.

Comunicação

Preferências, necessidades, sinais de assentimento e recusa.

Ensino

Respostas alternativas, tolerância, cooperação e autonomia.

Planejamento

Riscos, responsabilidades e condutas discutidas previamente.

Leitura da escalada

Cada momento pede uma resposta diferente.

Reconhecer em que fase a pessoa está ajuda a agir mais cedo e evita intervenções mais restritivas do que a situação exige.

01

Estabilidade

Vínculo, comunicação, participação, ensino de habilidades e prevenção.

02

Aceleração

Reconhecer sinais, adaptar o ambiente e evitar que a situação avance.

03

Pico

Priorizar a segurança com decisões proporcionais e previamente planejadas.

04

Recuperação

Respeitar o tempo da pessoa, reduzir pressões, registrar e aprender com o episódio.

Da estabilidade à recuperação

Compreender a curva ajuda a escolher melhor quando e como agir.

A disponibilidade para aprender, comunicar e tomar decisões muda ao longo da escalada. Por isso, reconhecer os sinais iniciais e agir preventivamente é mais seguro do que esperar pelo pico.

Curva de evolução da crise, da estabilidade à recuperação, mostrando aceleração, pico, desaceleração e disponibilidade cognitiva
PGCRProtocolo individualizado
Planejar
antes
Protocolo de Condutas Individualizado

Planejar antes para não improvisar durante.

O protocolo transforma decisões clínicas e de segurança em orientações claras. Ele aumenta a consistência entre as pessoas envolvidas e organiza informações essenciais:

  • Comportamentos de risco e sua gravidade
  • Sinais de aceleração e possíveis desencadeadores
  • Formas de comunicação, preferências e assentimento
  • Estratégias de prevenção e ensino de habilidades
  • Condutas previstas para cada momento da escalada
  • Responsabilidades, recuperação, registro e revisão
Assentimento, dignidade e respeito

Segurança e autonomia precisam caminhar juntas.

O assentimento atravessa toda a formação: da organização das atividades às decisões em situações de maior risco. O curso ensina a observar sinais verbais e não verbais de aproximação, participação, desconforto e recusa.

Diante de risco imediato, a decisão deve considerar gravidade, proporcionalidade, menor restrição e retorno às condições de escolha assim que possível.

Como o curso é organizado

Teoria e prática supervisionada.

Saber explicar uma conduta é diferente de conseguir executá-la com clareza e segurança diante de uma situação difícil.

01

Conceitos

Princípios da Análise do Comportamento, prevenção, função, risco e tomada de decisão.

02

Casos e protocolos

Exercícios para transformar informações relevantes em orientações aplicáveis.

03

Simulações

Treino das habilidades previstas no curso em situações estruturadas e seguras.

04

Feedback

Prática supervisionada para corrigir decisões e desenvolver maior consistência.

O participante aprende critérios para analisar situações e decidir o que fazer.
Conteúdo programático

Sete módulos, da compreensão à revisão pós-crise.

Os temas são trabalhados com explicações conceituais, análise de casos, elaboração de protocolos, simulações e prática supervisionada.

01

Fundamentos do PGCR

Origem do curso, definição de comportamentos de risco, valores, condutas éticas, assentimento, ensino de habilidades e modelos de referência.

02

Entendendo o comportamento de risco

Conceitos da Análise do Comportamento, operações motivadoras, avaliação funcional, funções do comportamento e preferências da pessoa.

03

Segurança preventiva e documentação

Ambiente físico, prevenção de evasões, processos de segurança, Protocolo de Condutas, supervisão e treinamento de familiares e cuidadores.

04

Prevenção na prática

Prevenção em camadas, estratégias orientadas pela função, ajustes de antecedentes e consequências e ações para cada fase da curva de crise.

05

Gerenciando a crise

Sinais de aceleração, desescalada, critérios para reconhecer o pico e organização da equipe diante de uma situação de maior risco.

06

Intervenção física

Segurança pessoal, postura, evasão, esquiva, desengates e Procedimentos de Segurança Emergencial, com critérios claros de início e encerramento.

07

Pós-crise

Recuperação, acolhimento, debriefing com a pessoa e a equipe, documentação, registro e revisão das estratégias utilizadas.

As intervenções físicas aparecem como um conteúdo específico e limitado, reservado a situações de risco relevante e sempre integrado a critérios, planejamento, proporcionalidade e menor restrição.

Depoimentos

O que participantes levaram para a prática.

Trechos e sínteses dos relatos publicados pela Mova sobre a experiência no PGCR.

★★★★★
revisitar criticamente minha atuação

Victoria relata que o curso ampliou sua análise da prática clínica, especialmente no uso de estratégias antecedentes para prevenir comportamentos de maior risco.

Victoria VeduattoPsicóloga e Analista do Comportamento
★★★★★
muito além das manobras

Taynã conta que procurou o curso pelas técnicas físicas, mas encontrou como principal aprendizado uma perspectiva de cuidado individualizada, respeitosa e aplicável a diferentes contextos.

Taynã Martins LimaPsicóloga Clínica
★★★★★
foco em estratégias de prevenção

Bruna destaca a relevância técnica, a clareza dos instrutores e o compromisso ético. Ela afirma que passou a se sentir mais segura para atuar em casos desafiadores.

Bruna MatiasPedagoga e Especialista em Educação Inclusiva
Para quem é o PGCR?

Quem pode participar do curso.

O curso foi pensado para quem participa diretamente do cuidado, ensino, acompanhamento ou tomada de decisão relacionada a pessoas que apresentam comportamentos de risco.

01

Psicólogos e analistas do comportamento

02

Fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais

03

Profissionais da saúde e da educação

04

Equipes clínicas e escolares

05

Coordenadores, supervisores e gestores

06

Familiares e cuidadores

Mudança da cultura de cuidado

Da correção do comportamento para um cuidado centrado na pessoa.

A história da Análise do Comportamento inclui períodos em que a prática se concentrou excessivamente em reduzir respostas classificadas como inadequadas. O PGCR reconhece essa história e assume outro compromisso: analisar o comportamento sem reduzir a pessoa a ele.

Isso exige considerar contexto, função, comunicação, preferências, assentimento, participação ativa e qualidade de vida. O objetivo não é tornar a pessoa mais conveniente para o ambiente, mas construir condições seguras para que ela participe, aprenda e desenvolva autonomia.

A mudança também alcança os serviços. Ambientes, responsabilidades, treinamento, supervisão, protocolos, registros e o acompanhamento de procedimentos restritivos precisam ser revistos continuamente.

Criadores do PGCR

Experiência clínica transformada em formação.

Lucas e Kalvyn criaram o PGCR a partir de uma dificuldade observada repetidamente: pessoas autistas e pessoas com outros transtornos do neurodesenvolvimento perdiam oportunidades de cuidado, aprendizagem e participação porque poucas equipes estavam preparadas para lidar com situações de risco sem improviso.

Missão

Compartilhar conhecimento aplicável para que profissionais, familiares e cuidadores consigam compreender, prevenir e responder a comportamentos de risco com planejamento, ciência, ética e respeito à pessoa.

Diferencial

Unir prevenção, análise funcional, prática supervisionada, protocolos individualizados, assentimento e critérios claros para intervenções físicas. O curso ensina a avaliar riscos, tomar decisões e reduzir a necessidade de medidas restritivas.

Lucas Ccossegian, psicólogo e criador do PGCR
Psicólogo e instrutor

Lucas Ccossegian

Psicólogo especializado em ABA aplicada ao TEA, com formação pelo IEPSIS e mestrando em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela PUC-SP. Atua na clínica, na supervisão de equipes e na construção de intervenções individualizadas em diferentes fases do desenvolvimento, com atenção especial à adolescência. É criador e instrutor do PGCR.

Kalvyn Nunes, psicólogo e criador do PGCR
Psicólogo e Instrutor

Kalvyn Nunes

Psicólogo com mais de dez anos de experiência em ABA. Atua na coordenação e supervisão de equipes e no manejo de comportamentos de risco grave. Criador e instrutor do PGCR e coordenador da Mova Academy.

Perguntas frequentes

Participação, aplicação, pagamento e certificação.

Como funciona o pagamento e a confirmação da vaga?+

A inscrição é concluída no ambiente da Hotmart. As formas de pagamento e o parcelamento disponíveis aparecem no momento da compra, e a confirmação é enviada por e-mail após a aprovação do pagamento. Acessar a página de inscrição.

O curso ensina contenção física?+

Não. O PGCR diferencia contenção de Procedimento de Segurança Emergencial. O PSE é um recurso físico temporário e de último recurso, com critérios de uso, proporcionalidade, acompanhamento e encerramento. A maior parte do curso é dedicada à prevenção e à redução da necessidade desse tipo de intervenção.

O curso tem nota fiscal?+

Sim. A nota fiscal é emitida com os dados informados na compra e enviada ao e-mail cadastrado.

Já tenho experiência. Ainda preciso desse curso?+

A experiência é valorizada. O curso ajuda a organizar conhecimentos, revisar hábitos de atuação, identificar pontos cegos e conhecer práticas atuais relacionadas a assentimento, avaliação funcional, prevenção e menor restrição.

Trabalho com casos sem comportamentos graves. O curso é para mim?+

Sim. Grande parte do PGCR trata do que acontece antes do pico: leitura de sinais, comunicação, organização ambiental, ensino de habilidades e prevenção. Esse repertório é útil mesmo quando os comportamentos atuais têm baixa intensidade.

O PGCR se aplica a adolescentes e adultos?+

Sim. Os princípios de prevenção, avaliação de risco, desescalada, protocolo e documentação podem ser utilizados em diferentes idades. Qualquer procedimento físico precisa ser selecionado de acordo com o perfil da pessoa, o risco, o contexto e a quantidade de profissionais treinados disponível.

Funciona na escola ou apenas no atendimento individual?+

Funciona em diferentes contextos. Na escola, o planejamento considera sinais em sala, circulação de outras pessoas, características do espaço, formas de pedir ajuda, responsabilidades da equipe e documentação. As estratégias precisam ser adaptadas sem abandonar os princípios do curso.

Posso fazer o curso e ensinar as técnicas físicas à minha equipe?+

Não. As técnicas físicas exigem treinamento presencial, prática supervisionada e demonstração de competência. Já os princípios de prevenção, leitura de sinais, organização ambiental e uso de protocolos podem e devem ser discutidos com a equipe dentro dos limites de cada função.

Sou a única pessoa da equipe que fará o treinamento. Isso é um problema?+

Participar sozinho ainda amplia sua capacidade de prevenir, observar e planejar. Porém, algumas respostas de segurança exigem atuação coordenada de mais de uma pessoa treinada. O cenário mais seguro é preparar quem participa diretamente dos casos de maior risco.

O período intensivo é suficiente para aprender tudo?+

O curso oferece uma base funcional e supervisionada, mas não transforma o participante em especialista. A metodologia combina instrução, demonstração, ensaio e feedback. A fluência se consolida com prática continuada, revisão e supervisão após a formação.

Quem pode participar?+

Profissionais de saúde e educação, analistas do comportamento, equipes clínicas e escolares, coordenadores, familiares e cuidadores podem participar. Cada pessoa deve respeitar sua formação, sua função e seus limites de competência.

Preciso conhecer ABA antes?+

Não. O curso apresenta os princípios da Análise do Comportamento necessários para acompanhar a formação, usando linguagem acessível a diferentes profissionais, familiares e cuidadores.

Existe uma técnica universal para controlar crises?+

Não. As decisões dependem da pessoa, do contexto, da função provável do comportamento, da gravidade do risco, dos recursos disponíveis e do protocolo individualizado.

Concluir o curso amplia meu escopo profissional?+

Não. O certificado não substitui formação profissional, registro, avaliação especializada ou supervisão. Reconhecer limites e encaminhar decisões que exigem outra competência também faz parte da segurança.

Inscrição e pagamento

Inscrição no PGCR.

Consulte as condições vigentes e conclua sua inscrição na página oficial do PGCR na Hotmart.

Ir para a inscrição Você será direcionado para o ambiente de pagamento da Hotmart.
Resumo

Menos improviso.
Mais prevenção, segurança e dignidade.

O PGCR ensina como compreender situações de risco, planejar condutas e agir dentro dos limites de cada função profissional.

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